DEMANDA POR FERTILIZANTES NO MUNDO DEVE CHEGAR A 200 MILHÕES DE TONELADAS EM 2021/2022, SEGUNDO DADOS DA IFA
A demanda por fertilizantes no mundo deve chegar a quase 200
milhões de toneladas em 2021, segundo dados da Associação Internacional de
Fertilizantes (IFA), o que significa um crescimento de cerca de 1,5% ao ano, a
partir deste ano. Atualmente, essa demanda está em torno de 182 milhões de
toneladas. Os dados foram divulgados durante o 7º Congresso Brasileiro de
Fertilizantes, promovido pela ANDA – Associação Nacional para a Difusão de
Adubos, em São Paulo, e que contou com a participação
do governador paulista Geraldo Alckmin.
Segundo Charlote Hebebrand, diretora geral da IFA, esse
média percentual de crescimento representa uma queda em comparação a períodos
similares. “Isso ocorre por alguns fatores, entre os quais, estão a evolução
tecnológica da indústria para produção dos fertilizantes, a aplicação mais
eficiente por parte dos agricultores e uma reciclagem mais intensa,
principalmente, em países europeus”, disse. Em termos de nutrientes, a entidade
estima que o Potássio terá um maior crescimento, com cerca de 2,1% ao ano, seguido
pelo Fosfato, com 1,5% e o Nitrogênio, com 1,2%.
Em sua apresentação, Charlote ainda mostrou as regiões que
terão mais influência nesse aumento da demanda no período, sendo a primeira, a
América Latina e o Caribe, seguida pelo Sul e Leste da Ásia e pela África. Já
no quesito de crescimento percentual, a África deve liderar a expansão, com
Europa Oriental e Ásia Central e América Latina e Caribe, na sequência. “O que
faz a África e a América Latina estarem entre as principais regiões é a área
plantável”.
A diretora geral da IFA ressalta, no caso do Brasil, que
ainda há a questão do crescimento constante da safra, de culturas como milho e
da cana, e o posicionamento do país como um dos principais exportadores de
diversas culturas do mundo. “A importância da agricultura brasileira não é
apenas para alimentar o Brasil, mas todo o mundo”, explicou.
Nesse sentido, Charlotte comentou o papel dos fertilizantes
e da ANDA para alcançar esse objetivo. “A entidade tem desempenhado um trabalho
excepcional para consenso entre todos os agentes da cadeia, desde a indústria,
órgãos reguladores, agricultores e consumidores finais. Há ainda uma grande
confusão sobre o que é um fertilizante e seu benefício para todos e a ANDA tem
contribuído para mostrar os conceitos e as vantagens de sua utilização para a
segurança alimentar, para a sustentabilidade do meio ambiente e para a
produtividade”.
Para o Carlos Henrique Heredia, presidente do Conselho de
Administração da ANDA, os fertilizantes têm sido protagonistas no desenvolvimento
do agronegócio no Brasil. “Ao longo dos 50 anos de atividades, temos trabalhado
para difundir o fertilizante e assegurar o conhecimento desse insumo tão
importante para alcançar os resultados que temos hoje, em termos de
produtividade, sustentabilidade e segurança”, afirmou durante a abertura do 6º
Congresso Brasileiro de Fertilizantes.
Durante a solenidade de abertura do Congresso, o governador
Geraldo Alckmin também ressaltou a importância dos fertilizantes para a
evolução do agronegócio nacional e para o atual protagonismo no fornecimento de
alimentos no mundo. “O corpo humano renova suas células periodicamente e essa
renovação se faz pelo DNA, pelo ar e, principalmente, pelos nutrientes. Isso
significa que não há saúde se não tiver alimentos de qualidade, fruto de um
solo e de um manejo adequados. Ou seja, sem agricultura não há saúde”,
ponderou. Também participaram da solenidade de abertura o presidente da
Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o
representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, e o secretário da Agricultura e
Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
(Fonte: Revista Cafeicultura)

