PESQUISA DESENVOLVIDA NA UFLA APONTA PERFIL DO CONSUMIDOR DE CAFÉ ESPECIAL


Segundo levantamento,
consumidores fazem parte de um grupo que se preocupa com questões ambientais e
sociais.

Uma pesquisa desenvolvida
na Universidade Federal de Lavras (Ufla) apontou o perfil do consumidor de café
especial. De acordo com o levantamento, os consumidores fazem parte de um grupo
que se preocupa com questões ambientais e sociais na cadeia produtiva do grão.

“Ele parte para consumir um
produto que ele conhece a origem, que pode ser direto do produtor, que ele pode
ter um conhecido. Especialmente no Sul de Minas, onde você tem um conhecido que
trabalha com café especial. Ou então ele vai em uma loja especial, em uma
cafeteria especial, onde ele conhece um barista que pode indicar para ele um
produto que é eticamente social e eventualmente responsável”, explica Paulo
Henrique Lemes, professor de marketing e empreendedorismo da universidade.

O levantamento faz parte do
trabalho de doutorado da pesquisadora Elisa Reis Guimarães, que ouviu quase 900
pessoas. Uma descoberta foi a constatação do crescimento do consumo do café
especial entre as pessoas que tem algum envolvimento com o setor.

“É um sinal muito bom,
porque são essas pessoas que vão ajudar a divulgar o produto. Elas são as
pessoas que vão conseguir alcançar esse consumidor que está interessado em um
estilo de vida diferente, em saber mais o que ele consome, a alcançar essas
informaçoes e aprender o que é um café especial”, afirma Elisa.

Dentre os entrevistados,
60% disseram que tomam o café especial todo dia. É um hábito comum na nossa
rotina que vira prazer.

“Um café que seja um pouco
mais caro, mas que vale esse preço a mais pela qualidade que ele tem, com
certeza vai levar um pouco mais do lucro para o produtor também. Então você não
só contribui com o desenvolvimento do mercado nacional, consome um café de
qualidade superior, como acaba sendo mais justo, remunerando um pouco mais o
produtor também. E isso ajuda todo mundo”, completa a pesquisadora.

Segundo a Associação
Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a produção cresceu em média 15% nos
últimos anos. Passou de 5,2 milhões de sacas em 2015 para 8,5 milhões em 2017.
Além disso, foram consumidas um milhão de sacas do grão no ano passado no país.

 (Fonte: G1 Sul de Minas)