COMO MINIMIZAR OS IMPACTOS DA SECA E DO CALOR EXCESSIVO NO CAFÉ?

A temporada de seca e calor
excessivo que atinge, principalmente, a região sul de Minas Gerais, o triângulo
mineiro e o norte do estado de São Paulo, tem deixado os produtores de café
preocupados. A situação adversa aliada ao momento do ciclo produtivo da cultura,
após a colheita, deixa o cafeeiro debilitado, podendo ocasionar até mortalidade
das plantas.

Nesta fase, o vegetal precisa
recompor energia após estresse causado pela colheita e também para lançar a
primeira florada, etapas que se encontram bem afetadas pelas atuais condiçoes
climáticas. “Em uma situação como essa, o cafeeiro utiliza suas reservas
energéticas para sobreviver e fica enfraquecido”, alerta o engenheiro agrônomo
Marcus Agnolo, gerente especializado em café da Alltech Crop Science.

Para auxiliar a planta a manter o
desempenho diante do período de seca e calor excessivo, aplicaçoes preventivas
de soluçoes naturais à base de aminoácidos podem ser aliadas dos produtores,
contribuindo com as funçoes vitais do cafeeiro. “A utilização desses compostos
logo no pós-colheita funciona como uma ‘injeção na veia’, já que é um aporte
energético de rápido resultado. Isso auxilia a planta a suportar melhor esse
período de seca e manter, ainda que minimamente, as suas funçoes fisiológicas”,
explica Agnolo.

Segundo o especialista, caso o
produtor não tenha feito o aporte nutricional logo após a colheita e teve sua
lavoura afetada pela seca, o ideal é aguardar a chegada das chuvas. “A primeira
coisa a se fazer quando as chuvas voltarem é a aplicação de aminoácidos para
recompor as funçoes vitais das plantas que se encontram debilitadas”, finaliza
o agrônomo.

 

(Fonte: ABIC)