CAFEICULTORES BUSCAM ACORDO COM UNIÃO EUROPEIA
Matéria publicada pela agência Reuters afirma que produtores
e exportadores brasileiros de café esperam que o novo governo atue para
concluir o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Conforme
os termos estabelecidos nas negociaçoes, até o fim do ano passado, as partes
deixarão de cobrar tarifas para o café solúvel em até quatro anos após a
assinatura do tratado.
Atualmente, a tarifa cobrada pela União Europeia é de 9%. A
taxação favorece o principal concorrente brasileiro, a Colômbia, que exporta
para 28 países sem os mesmos custos aduaneiros.
“Isso é uma desvantagem muito grande”, afirma o presidente
executivo do Conselho Nacional do Café, Silas Brasileiro, que deve levar o
assunto para a reunião de fevereiro do Conselho Deliberativo da Política do
Café (CDPC), que funciona dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.
O mercado europeu é estratégico para a ampliação das
exportaçoes de café solúvel. Nenhum país da União Europeia ocupa posição entre
os 10 principais destinos dos produtos brasileiros. Até novembro de 2018, os
três maiores compradores de café solúvel do Brasil foram os Estados Unidos (591
mil sacas de 60 kg), Rússia (404 mil sacas) e Japão (269mil sacas).
Em todo o ano passado, as exportaçoes de café solúvel
(industrializado) renderam mais de US$ 526 milhões. O valor é quase nove vezes
menor do que o país obteve com a venda de café cru em grão, para o qual a União
Europeia não cobra tarifa.
O café brasileiro é cultivado principalmente por pequenos
produtores. Segundo pesquisa feita Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA), entre outubro e novembro do ano passado, em Minas Gerais, São
Paulo, Paraná, Espírito Santo, Bahia, Rondônia e Goiás, 66% das propriedades
produtoras de café têm menos de 20 hectares.
(Fonte: Café Point com informaçoes da Agência Reuters)

