MINAS GERAIS TEM ÁREA CULTIVADA DE 1,2 MILHÃO DE HECTARES DE CAFÉ
Os resultados do mapeamento do parque cafeeiro do estado de
Minas Gerais foram apresentados na última semana na Expocafé, em Três Pontas
(MG). O mapeamento obteve informaçoes precisas sobre o tamanho e a distribuição
geográfica da produção de café no estado. Primeiro foi feito o levantamento da
área plantada em 463 municípios produtores de café, com o uso de imagens de
satélite. Em seguida houve a validação desses dados em campo, trabalho
realizado pelos extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão
Rural do Estado de Minas Gerais (Emater – MG).
No total, Minas Gerais tem uma área cultivada de 1,2 milhão
de hectares. A macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri possuem 77
municípios produtores e uma área plantada de 37,8 mil hectares. O Triângulo
Mineiro, Alto Paranaíba e Nordeste somam 51 municípios e uma área cafeeira de
211,9 mil hectares. Na Zona da Mata mineira, Vale do Rio Doce e região Central
são 181 municípios e uma área cultivada de 322 mil hectares. As regiões Sul e
Centro-Oeste juntas possuem a maior área. São 649,9 mil hectares plantados em
154 municípios.
A ação é do Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia
de Desenvolvimento de Minas Gerais
(Codemge), Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa),
Emater-MG, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Fundação
João Pinheiro (FJP). Ainda teve a parceria da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa).
Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil,
produzindo mais de 50% da safra nacional. Além de fornecer informaçoes precisas
sobre a safra mineira de café, o mapeamento ainda será útil no levantamento de
custos de produção.
“A partir da conclusão do mapeamento, algumas metodologias
já propostas de estimativa de produtividade, e outras a serem desenvolvidas,
deverão ser implementadas para obtenção das previsões de safras, através de
critérios mais objetivos e precisos”, explica o assessor especial de
Cafeicultura da Seapa, Niwton Moraes.
Outra ação do mapeamento do parque cafeeiro é a
caracterização das regiões produtoras. Com a utilização da metodologia
Caracterização das Unidades de Paisagem foi possível conhecer as
potencialidades, limitaçoes e aptidões de cada uma delas. O trabalho permitiu a
integração e o estabelecimento das correlaçoes entre as variáveis ambientais:
geologia, relevo e solo.
Essa metodologia, por exemplo, foi utilizada para
caracterizar a macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. E a
conclusão é de que nesta macrorregião há restriçoes para o cultivo de café
arábica, devido às condiçoes térmicas e hídricas. Porém, observou-se aptidão da
macrorregião para o desenvolvimento da variedade Café Robusta.
“Será uma grande ferramenta para tomada de decisões do
produtor e para a geração de políticas públicas na implantação de novas
lavouras”, afirma o coordenador estadual de Planejamento e Gestão da Emater-MG,
Edson Logato.
Geoportal do Café
A partir do mapeamento do parque cafeeiro foi criado o
Geoportal do Café, que reunirá dados socioeconômicos para subsidiar políticas
públicas e investimentos privados de toda a cadeia produtiva do setor. A
implantação da plataforma tecnológica tem a participação da FJP, Seapa,
Codemge, Emater-MG e Epamig.
Com o Geoportal do Café, o produtor conseguirá localizar sua
propriedade, o que será fundamental para melhorar o planejamento e a gestão da
atividade. Também para os gestores municipais e estaduais, os dados levantados
e disponibilizados facilitarão o direcionamento de açoes para todas as regiões.
O Geoportal pode ser acessado pelo endereço eletrônico:
geoportaldocafe.emater.mg.gov.br/ferramenta.
(Fonte: Café Point)

