CAFEICULTORES NÃO ACEITAM AS BASES OFERECIDAS PELOS COMPRADORES
O mercado de café apresentou-se mais firme e com os preços
no mercado físico em evolução. A disputa em torno do vencimento do mercado de
opçoes em Nova Iorque derrubou as cotaçoes na ICE e os contratos com vencimento
em setembro próximo caiu 415 pontos. Ajudou a queda a tensão causada pela
Coreia do Norte que levou as bolsas globais a trabalharem semana passada em
baixa.
Os contratos de café retomaram o viés de alta que predominou nas últimas
semanas. Os com vencimento em setembro fecharam com 180 pontos de alta e,
apesar dos 415 pontos de baixa, o balanço da semana acumulou alta de 15 pontos.
No mercado físico brasileiro, apesar de lentos e com volume
baixo para esta época do ano, os negócios fluíram melhor até a quarta-feira.
Houve muita disposição de compra e o volume de negócios fechados só não foi
maior devido ao pouco interesse dos cafeicultores em vender nas bases
oferecidas pelos compradores.
Os produtores continuam com a atenção voltada para os
trabalhos de colheita, já próximos dos 80%, que avançam bem com o tempo seco.
Consideram que a quebra maior da safra 2017, de ciclo baixo, está confirmada, e
claramente não querem vender sua produção nas bases oferecidas pelos
compradores. Aparentemente a quantidade de cafés de boa qualidade a finos foi a
que mais caiu.
As 1.515.211 sacas de café verde embarcadas pelo Brasil no
mês de julho é o menor volume
para o mês desde 2006 e confirma a pouca oferta de café no mercado interno
brasileiro. As indústrias de café solúvel se mobilizam cada vez mais em
estratégias junto ao Governo Federal para priorizar negociaçoes e acordos
tarifários com países que aplicam altas tarifas para importar o produto
nacional.
Comercializando café solúvel com mais de 120 países, o
setor, no Brasil, sofre com tarifas de importação aplicadas ao produto nacional
tendo, em pelo menos 75% desses destinos, taxas que variam de 5% a 40% (fonte:
ABICS). Esses impostos tiram a competitividade do solúvel brasileiro e não o
preço pago aos produtores de conilon no Brasil.
(Fonte: Café Point)

